
Dois homens foram indiciados pela Polícia Civil por homicídio qualificado e quatro tentativas de homicídio após o tiroteio registrado durante a final da Copa do Craque, em Gurupi. Os suspeitos são apontados como responsáveis pelo confronto armado que resultou na morte de um jovem e deixou outras quatro pessoas feridas em meio ao público.
A Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP-TO) concluiu o inquérito que investigou o tiroteio ocorrido no dia 1º de fevereiro, durante a final da 39ª edição da Copa do Craque – Taça Oswaldo Stival, no setor Nova Fronteira, em Gurupi, sul do estado. O caso resultou na morte de um jovem de 22 anos e deixou outras quatro pessoas feridas em meio ao público.
A vítima fatal foi Allyson Pinheiro de Sousa, atingido por um disparo no tórax, com lesões em órgãos vitais, conforme laudo pericial. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
Dinâmica do crime
A apuração aponta que o tiroteio começou após uma desavença anterior entre os envolvidos. No dia do evento, a situação evoluiu para uma troca de tiros entre um dos investigados, de 25 anos, e um adolescente de 15 anos.
Segundo a polícia, o homem teria tentado atirar contra o adolescente, mas a arma falhou. Em seguida, o menor sacou um revólver calibre .38 e efetuou diversos disparos. Durante o confronto, Allyson foi atingido, além de outras quatro pessoas que não tinham relação com a briga.
Entre os feridos, dois homens e duas mulheres foram baleados. Um deles precisou ser transferido para o Hospital Geral de Palmas devido à gravidade dos ferimentos.
Prisões e apreensões
O homem de 25 anos foi preso em casa logo após o crime. No local, foram encontradas porções de substâncias análogas à maconha e cocaína, além de celulares. A arma utilizada por ele não foi localizada. Ele segue detido na Unidade Penal Regional de Gurupi.
O adolescente foi apreendido ainda no local do evento, portando o revólver calibre .38, com munições deflagradas e intactas. Ele responderá por ato infracional análogo a homicídio consumado, tentativas de homicídio e porte ilegal de arma de fogo. A Justiça deve decidir sobre eventual internação socioeducativa.
Já o segundo indiciado, responde em liberdade. Conforme a Polícia Civil, ele participou da confusão que antecedeu o tiroteio, sendo apontado como coautor, embora não haja indícios de que tenha efetuado disparos.
Motivação e desdobramentos
As investigações revelaram que o crime foi motivado por rivalidade entre grupos e disputa por território, com o confronto armado tendo início após uma discussão durante o evento esportivo, que reunia grande público e autoridades políticas.
Duas mulheres também foram indiciadas por falso testemunho, após apresentarem versões consideradas incompatíveis com as provas reunidas.
O delegado responsável pelo caso, José dos Santos Fonseca Borges Júnior, destacou a importância da elucidação. “A conclusão desse inquérito é essencial para dar uma resposta à sociedade, responsabilizar os envolvidos e contribuir para a prevenção de novos episódios de violência”, afirmou.
O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, que devem dar continuidade aos procedimentos legais.
