
A corrida pelas duas vagas do Tocantins no Senado já soma R$ 11,5 milhões em despesas declaradas nesta reta final de campanha. Entre os 13 candidatos analisados, Eduardo Gomes aparece com o maior volume de gastos, seguido por Alexandre Guimarães e Ronaldo Dimas.
Os números consultados nesta segunda-feira, 28, mostram diferenças expressivas no tamanho financeiro das campanhas. Enquanto quatro candidatos já ultrapassaram R$ 1 milhão em despesas, três, Coronel Nilton Santos, Hélio Rodrigues Bolsonaro e Osvany Luz, ainda não apresentavam gastos lançados no momento da consulta.
Os dados de receitas e despesas das campanhas ficam disponíveis no DivulgaCandContas, plataforma oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que informa que o sistema recebe atualizações ao longo da campanha.
Nas eleições deste ano, cada eleitor poderá escolher dois candidatos diferentes para o Senado, já que duas das três cadeiras de cada estado estarão em disputa.
Eduardo Gomes se aproxima dos R$ 3 milhões
Com R$ 2.951.177,62, Eduardo Gomes registra a maior despesa entre os candidatos analisados.
A principal fatia está concentrada em um único lançamento de R$ 750 mil por serviços prestados por terceiros, equivalente a 25,41% de tudo o que foi declarado.
Materiais impressos consumiram outros R$ 483.407,50, enquanto os serviços advocatícios representam R$ 400 mil. Um evento de promoção da candidatura aparece com custo de R$ 300 mil.
A campanha declarou ainda R$ 212 mil para produção de programas de rádio, televisão ou vídeo, R$ 200 mil em serviços contábeis e R$ 150.456,51 para militância e mobilização de rua.
Alexandre passa de R$ 2,2 milhões
Alexandre Guimarães aparece em seguida, com R$ 2.255.312,41.
Diferentemente de Eduardo, a maior despesa de Alexandre está na publicidade impressa. São R$ 566.135, correspondentes a 25,10% do total.
Serviços prestados por terceiros representam R$ 538.960 e a produção de adesivos já consumiu R$ 361.088,90.
A campanha também declarou R$ 232 mil com pessoal e R$ 300 mil somando os serviços jurídicos e contábeis. O impulsionamento de conteúdo nas redes alcança R$ 97.240.
Dimas destina R$ 695,5 mil a outra candidatura ou partido
Em terceiro aparece Ronaldo Dimas, com R$ 1.705.296,50 em despesas.
Mais de 40% desse montante está concentrado em uma transferência: são R$ 695,5 mil classificados como doação financeira a outro candidato ou partido.
Outros R$ 306.173,50 foram destinados a serviços prestados por terceiros e R$ 162.930 à produção de materiais impressos.
Dimas declarou ainda R$ 129.180 para produção de conteúdo de rádio, televisão ou vídeo, R$ 100 mil em serviços contábeis e R$ 92.121 com pessoal.
Gaguim e Eli Borges também passam de R$ 1 milhão
Carlos Gaguim registra R$ 1.475.551,20 em despesas. Serviços prestados por terceiros lideram sua prestação de contas, com R$ 358 mil, seguidos por adesivos, com R$ 311.660,90.
A folha de pessoal chega a R$ 243,1 mil e os serviços advocatícios, a R$ 230 mil. Outros R$ 120 mil foram destinados ao impulsionamento de conteúdo.
Eli Borges, por sua vez, declarou R$ 1.218.875,78.
Os dois maiores gastos são R$ 331 mil com serviços prestados por terceiros e R$ 300 mil com serviços advocatícios. A campanha também desembolsou R$ 140 mil com militância, R$ 122,5 mil com veículos e pouco mais de R$ 101 mil em materiais impressos.
Mourão supera R$ 1 milhão
Paulo Mourão também entrou no grupo das campanhas milionárias, com R$ 1.067.190,81.
A distribuição das despesas é mais pulverizada. Serviços prestados por terceiros somam R$ 184 mil; adesivos, R$ 151,4 mil; e produção de programas para rádio, televisão ou vídeo, R$ 130.440.
Há ainda R$ 100 mil em serviços advocatícios, outros R$ 100 mil em serviços próprios prestados por terceiros e R$ 91 mil com pessoal.
Luxemburgo coloca 77% dos gastos nas redes
Entre as campanhas abaixo de R$ 1 milhão, Vanderlei Luxemburgo se destaca pela forte concentração dos recursos em publicidade digital.
Dos R$ 744.751 declarados, R$ 574.760,30 foram destinados ao impulsionamento de conteúdo, o equivalente a 77,17% de toda a despesa.
O comportamento é semelhante, proporcionalmente, ao registrado por Ataídes Oliveira na corrida pelo Governo. No caso de Luxemburgo, materiais impressos aparecem bem atrás, com R$ 57.035,20, seguidos pelos serviços advocatícios, com R$ 40 mil.
Quatro gastam menos de R$ 60 mil ou não têm despesas lançadas
Na outra ponta estão candidaturas com estruturas financeiras muito menores.
Fábio Ribeiro declarou R$ 56.155,60. A maior despesa foi com materiais impressos, no valor de R$ 18.140, seguida por R$ 15 mil em serviços prestados por terceiros.
Professor Osvaldo aparece com R$ 20.002 em gastos, distribuídos principalmente entre serviços advocatícios, pessoal, contabilidade, produção audiovisual e material impresso.
Já Apóstolo Flávio Braga registra R$ 6.053,48. Desse valor, R$ 4.136,16 foram usados para impulsionar conteúdo nas redes.
Coronel Nilton Santos, Hélio Rodrigues Bolsonaro e Osvany Luz não apresentavam despesas lançadas no sistema no momento do levantamento.
Veja os gastos declarados pelos candidatos ao Senado
| Candidato | Gastos declarados |
|---|---|
| Eduardo Gomes | R$ 2.951.177,62 |
| Alexandre Guimarães | R$ 2.255.312,41 |
| Ronaldo Dimas | R$ 1.705.296,50 |
| Carlos Gaguim | R$ 1.475.551,20 |
| Eli Borges | R$ 1.218.875,78 |
| Paulo Mourão | R$ 1.067.190,81 |
| Vanderlei Luxemburgo | R$ 744.751,00 |
| Fábio Ribeiro | R$ 56.155,60 |
| Professor Osvaldo | R$ 20.002,00 |
| Apóstolo Flávio Braga | R$ 6.053,48 |
| Coronel Nilton Santos | Nenhum gasto lançado |
| Hélio Rodrigues Bolsonaro | Nenhum gasto lançado |
| Osvany Luz | Nenhum gasto lançado |
Somadas, as despesas declaradas pelas 13 candidaturas chegam a R$ 11.500.366,40.
O valor retrata o que constava nas prestações de contas no momento da consulta e não deve ser interpretado como número definitivo da campanha. O DivulgaCandContas permite acompanhar receitas e despesas declaradas e, segundo o TSE, as informações são atualizadas periodicamente.
Com duas cadeiras do Tocantins em disputa em 2026, a prestação de contas mostra uma corrida marcada por estruturas bastante diferentes: os seis candidatos que já ultrapassaram R$ 1 milhão concentram cerca de R$ 10,67 milhões, quase 93% de todas as despesas levantadas.
