
O Tocantins aparece entre os estados onde a jornada de trabalho no modelo 6×1 (seis dias trabalhados para um de descanso), é mais intensa no Brasil. Levantamento com base em dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), mostra que o estado ocupa a 4ª posição no ranking nacional de vínculos CLT com carga superior a 40 horas semanais.
Na prática, isso significa que uma parcela significativa dos trabalhadores formais tocantinenses está submetida a jornadas longas, frequentemente associadas ao modelo tradicional de 44 horas semanais distribuídas em seis dias de trabalho.
O dado chama atenção em meio ao debate nacional sobre o fim da escala 6×1. O governo federal defende a mudança para um modelo com dois dias de descanso semanal e limite de 40 horas, proposta que está em discussão no Congresso Nacional.
Perfil econômico influencia
Especialistas e dados do próprio Ministério do Trabalho apontam que estados com forte presença do agronegócio e atividades produtivas intensivas tendem a concentrar mais trabalhadores nesse tipo de jornada. É o caso do Tocantins, onde o setor agropecuário tem peso relevante na economia.
No ranking nacional, unidades como Mato Grosso do Sul e Mato Grosso lideram a lista, seguidas por estados da região Norte e Centro-Oeste, regiões com características econômicas semelhantes.
Debate nacional sobre a jornada
Apesar da forte presença da escala 6×1 em alguns estados, o cenário brasileiro já mostra mudanças. Hoje, cerca de 66,8% dos vínculos formais no país estão em jornadas próximas de 40 horas semanais, geralmente no modelo 5×2.
Ainda assim, aproximadamente um terço dos trabalhadores brasileiros permanece na escala 6×1, o que mantém o tema no centro das discussões trabalhistas.
